quarta-feira, 25 de julho de 2012

"Michelle, ma belle..."

Lembro-me de tanta coisa desses últimos meses. Foram magníficos. Fazia tempo que não me sentia tão radiante de felicidade, capaz de seguir em frente. Você foi o responsável por toda essa alegria.
As conversas, as demonstrações de carinhos, os abraços, os beijos... Há quanto tempo não me sentia tão marcada assim por alguém.
As músicas... Ah, as músicas. Fui plenamente possuída pelo teu gosto musical. Durante esses meses, ouvia "You're Going to Lose That Girl" como se você estivesse ali, comigo. Me abraçando e cantando ao meu ouvido. Porque era isso que você gostaria de fazer, lembra? É... Você disse que quando eu estivesse na sua casa, ouviríamos o "Love Songs" inteiro, mas juntos.
Mas acabou.
Engraçado, né? Engraçado como as coisas podem aparentar serem eternas, ou pelo ao menos duradouras, e aí, serem completamente o oposto. Isso tudo deve ter durado uns 3 meses, no máximo, não é? Triste pensar. Choro quando penso em você. Porém, ao mesmo tempo, carrego lembranças tão lindas. Palavras tão lindas. Você levantava meu ego com suas manias de me chamar de "linda" em meio a toda conversa.
Eu gostava de você. Não se iluda. Eu apenas gostava. Não o amava. Gostava da sua presença.
Lembra quando você disse: "ah, Maria Luiza... Cada dia que passa eu gosmaidocê."? Então, era a mesma coisa. Por isso que doeu ver você sumir. Por isso que doeu ter que dar tchau pra tudo. Só por isso.
Agora, repito à você a mesma frase que você me disse uma vez, por um motivo completamente diferente do meu:
"Poxa, estou ouvindo Michelle com uma dor no coração..."

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sabe, 2011...

Sabe, estes dias me deu uma saudade tão grande daqui. Uma saudade difícil de ser explicada. Uma saudade não só daqui, mas de todos os momentos que esse blog marcou.
Uma saudade do meu ano passado.
Dói enxergar certas coisas tão boas da sua vida, se destruírem sem que você possa fazer nada. E é assim que eu me sinto com tudo que aconteceu em 2011.
É como se tudo que você tivesse lutado tanto pra construir, fosse de destruindo apenas pela distância, pelas mudanças.
Essa saudade está insuportável. Pego-me pensando, todos os dias, no que fazer pra tentar aliviar. Porque dói. É uma coisa sufocante. Como se pegassem toda a sua dor e a colocassem na garganta, impedindo que você consiga respirar.
Sério, é ruim de verdade.
E, sei lá, dentre todas as coisas que eu perdi, eu trocaria todas por uma. Por só uma. E mesmo assim, nem essa, eu não sou capaz de conseguir de volta. Chego a me sentir tão inútil, incapaz. Até porque, não é algo tão impossível assim. É algo que pode-se conquistar com certa facilidade. O problema é que eu sou realmente muito fraca pra esse tipo de conquista. Sou, realmente, muito insegura quando o assunto é amizade. Acredito que isso seja devido a quantidade de tombos que já tomei com esse assunto.
Mas essa é especial.
Essa é a única da qual eu precisava de verdade. Da qual eu sinto falta de verdade.
Sabe, na verdade, é a única amizade da qual eu precisava agora.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Carta de dor

Isso possivelmente soa infantil se dito em voz alta. Mas, sei lá, eu sinto tua falta. O engraçado é que eu não sentia. No começo foi natural ficar sem você. Era algo tão suportável que era imperceptível. Mas aí, com o tempo, foi acumulando a dor, foi virando coisa velha e, enfim, explodiu. E está explodindo até agora aqui dentro. É doloroso lembrar daquelas brincadeiras que, na hora, pareciam coisas tão normais, e pensar que, agora, elas não vão mais acontecer. Já era rotina acordar cedo pra ir à escola e ver teu sorrisinho todo lindo. Ver você chegando com seus moletons que conseguiam deixar-te inacreditavelmente fofo. Eu decorei o teu jeito, sabia? É, eu decorei. Lembro exatamente o som da tua voz cantando aquelas músicas que só você consegue gostar. E eram músicas chatas de verdade. Mas sabe qual a pior parte? É que, mesmo sendo chatas, eu as ouvia, só pra lembrar de ti. Era bom, porque pensar em você sempre foi uma atitude confortante. Sempre foi. Agora já não é. Agora dói lembrar de você. Porque pensar me traz saudade. E saudade que tende a durar um tempo indefinido, é algo que vai lá no fundo do coração e vem machucando todas as partes possíveis e impossíveis. Eu sinto falta da tua voz, do teu abraço. Sinto falta até das vezes em que morria de ciúmes de você. Porque todas essas sensações, me traziam a prova de que, apesar de tudo, você era real, e estava, realmente, ali. Agora eu já não tenho nada disso presente na minha vida. Eu não tenho mais você aqui provando-me que existe um motivo pra tanto sentimento assim. Eu não tenho mais como justificar esse sentimento. O que eu vou dizer? "Ah não, relaxa, ele é meu amigo, tá aqui próximo. O fato de eu não ter-lo não vai me machucar". Tudo isso é verdade, exceto pela parte que diz que és meu amigo. Já foi. E muito por sinal, né? Mas muita coisa aconteceu, tanta coisa precisou ser modificada e eu, que fiquei desesperada querendo resolver tudo, não consegui segurar você comigo. De novo. Talvez eu até saiba o motivo de você não gostar muito de estar ao meu lado. É que eu devo ser extremamente burra. É, burra. Porque não tem outra palavra que defina melhor alguém que perde algo de extrema raridade feito você, que não seja essa. Eu sei que na tua vida, essa minha ausência constante não tem feito grande diferença. Não é drama, eu apenas te conheço o suficiente. Não queria que você sentisse minha falta, nem que estivesse com essa dor insuportável que eu estou. Você não merece. Mas eu queria que você, ao menos, pensasse algumas vezes em mim. Imaginasse como seria se eu estivesse ali, exatamente como era há alguns meses atrás. É estranho pensar que fazem apenas uns 5 meses que nós deixamos de nos ver com frequência, e que você já não sente minha falta, que você já nem vê diferença do antes pro depois. Isso é criancice minha, eu sei. Não posso querer que você sinta por mim, o que eu sinto por você. Mas é que a saudade é tão grande que eu começo a falar de coisas que talvez nem façam sentido. Eu acredito nessa história de amor. E eu acredito, com todas as forças, que o primeiro amor alcança uma intensidade difícil de ser comparada com qualquer outra. Nesse exato momento estou chorando. Queria muito um abraço seu. Eu vejo pessoas se abraçando, fazendo brincadeira idiotas juntas, e eu fico desejando que fôssemos nós dois mais uma vez. Pra mim, a gente sempre deu tão certo. Aquele ar de melhores amigos que tínhamos era algo tão lindo. Pena que você nunca percebeu. Sério, eu juro que é uma pena. Só quero que saiba que eu cuido de você, mesmo distante. E que eu vou estar aqui a todo segundo que precisar.
Sinto tua falta.