Dessa vez vai ser diferente.
Foi exatamente desse jeito que eu pensei no mês de Maio, quando tudo isso começou. Não sei porque lembrei disso hoje, mas lembrei. E pensei que o motivo de todo esse meu sofrimento talvez tenha sido o meu otimismo lá atrás.
Não que eu me arrependa! CLARO que eu não me arrependo.
Os erros que eu cometer agora, vão definir que eu sou no futuro.
Não me arrependo de momento algum dessa minha fase de otimismo, porque foi uma das melhores fases da minha vida até hoje, um dos momentos em que eu fui muito feliz. Mas o problema não é o passado, e sim o agora.
Eu estou sem saber o que fazer. Na verdade, eu sei o que eu tenho que fazer, e o que eu quero fazer. E um é completamente o oposto do outro.
Eu sei, eu tenho plena certeza de que quem está ao meu lado, só quer o meu bem, e só quer que eu não me renda de novo para um erro que eu já cometi, e que cometer de novo seria burrice. Mas eu também sei que eu quero muito cometer esse erro de novo, e mais uma vez me entregar àquilo que eu sei que as consequências não vão ser boas.
Aquela frase: não se arrependa do que fez, só do que não fez. Agora, o problema maior é eu descobrir o que seria o fazer, e o que seria o não fazer.
O fazer pode muito bem ser eu cometer o erro de novo, como pode ser eu conseguir virar a cara para isso tudo de novo. E vice-versa com o não fazer.
Tô indecisa. Tô entre o certo e o errado.
Queria que as coisas fossem menos complicadas pra mim.
Estou tão cansada de não poder fazer nada por livre e espontânea vontade. Tudo o que vem pra mim, tem que vir com terríveis consequências.
Eu cansei, mas não posso fugir.
Não sei se espero, ou se corro atrás da explicação disso tudo.
Não tenho mais certeza de nada, além da minha paixão por ele.
Não tenho certeza de mais nada!
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