Mas não muda nada. Todo dia eu ainda acordo e penso: hoje eu vou fazer diferente! E é sempre a mesma coisa, a mesma rotina de sempre.
Acordar, comer alguma coisa, passar o dia inteiro no computador.
Isso, o fato de eu não mudar nada, me faz pensar demais nele.
É férias, mas meu coração não entra em férias do amor por ele. Pensar nele vinte e quatro horas por dia já se tornou um vício, e isso torna minha vida cada vez mais e mais chata, mais e mais previsível.
Quero mudar as coisas, mas tenho meio que medo de fazer isso. Eu tenho medo do novo, tenho medo de arriscar em novas coisas, novas rotinas, novas pessoas, novos amores. Não sei qual é exatamente o meu medo. Não sei. Às vezes parece que eu não tenho medo, e sim raiva de ver que todo o meu passado apaixonada por ele vai ser em vão, então, eu luto até o fim, até quando realmente não der mais, mas eu ver que talvez não tenha sido tão em vão assim. Mas acontece que já foi em vão, mas meu coração não aceita isso, e me faz ter medo, me faz temer ser diferente.
Temo o novo, temo tudo. Temo como seria a nova Maria Luiza. Temo tudo.
Mas ainda assim quero recomeçar, só não sei por onde.
São tantas coisas, tantas decisões a serem tomadas, que eu estou sem rumo, de novo.
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