Ou melhor. Se as coisas quiserem ficar melhores ainda eu não impedirei, podem vir as melhores com todo o prazer. Mas voltar a ser o que era, não, nunca mais quero isso.
Não sinto mais aquela solidão infernal perto de mim. Me sinto acompanhada. Independente da situação que eu esteja, agora eu tenho a impressão quase certa de que as coisas mudaram pra melhor, voltaram a ser o que eram há muito, muito tempo.
Gosto da sensação de dejavú, gosto de sentir que estou vivendo aquilo que já vivi há muito tempo, e fiquei esperando pela volta disto. É bom, é muito bom.
Aquela sensação de confiança, de cumplicidade decide voltar aos poucos. Bem aos poucos. Tanto que talvez só eu tenha percebido toda essa mudança.
E devido a essas poucas mudanças, a minha vida, as minhas perspectivas vão tomando um novo rumo. Vão se encaixando a situação que me encontro agora, para que nada dê errado mais pra frente.
Me tornei um alguém um pouco mais fechado. Não saio mais desabafando pra quem quiser ouvir meus problemas. Pois agora, não adianta dizer: 'pode falar, eu quero te ouvir e estou aqui pra te ouvir'. Agora, o que adianta sou eu falar: 'não, obrigada, eu estou bem.' Mesmo que não seja verdade.
Descobri nesses últimos dias que nem todo mundo que diz ouvir você pra sempre, realmente quer ouvir você pra sempre. Isso tudo é clichê, questão de depoimentos bonitinhos no Orkut.
Eu escolho quem eu acredito que deve me ouvir. Eu escolho a quem vou confiar todos os meus segredos e sofrimentos. E só serão aqueles que realmente provaram querer me ouvir, e não apenas disseram que estavam ao meu lado.
Ainda mais agora nessa nova fase boa da minha vida. Podem faltar muitas, e muitas, e muitas outras coisas pra tudo voltar a Maio de 2010, mas eu sei que agora está mais perto do que estava em Setembro.
E eu, pelo ao menos eu, vejo isso como um grande começo. Um imenso e assustador começo.
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