Mas o que custa sonhar? O que custa eu poder tentar ser sua ao menos nos meus momentos sozinha, sonhando?
Gosto de quando você chega perto e encosta sua mão em mim. Gosto de sentir seu cheiro bem de perto, sabendo que é real, ali é real.
Não gosto é de chegar em casa e cair na realidade. Não gosto de sentar na minha cama as duas horas da tarde e ir escrever no meu diário porque, simplesmente, a solidão me atingiu como uma flecha. Não gosto de sentar para ouvir aquelas músicas que me lembram você só pra ver se te trago pra perto de mim outra vez. Não gosto de olhar pra você e me sentir hipnotizada, com a
quela vontade imensa de sair correndo e te abraçar, pra nunca mais soltar.
Não gosto de ter que estar perto de você em determinadas situações pra ter que ficar disfarçando o ciúmes que sinto, mesmo você não sendo nada meu. Não gosto de te ver sorrindo daquele jeito lindo que só você tem. Não gosto de gostar tanto assim de você, desse jeito tão grande.
Quero trocar de coração. De preferência por um de pedra. Cansei de ter sentimentos tão intensos por você. Cansei de sentir essa saudade de quando podia te abraçar todos os dias que nada parecia estranho. Cansei de tanta tentativa em vão de me livrar do meu amor por você.
Estou morta pra todos. Essa é a verdade. Poucos estão estão sabendo de toda a história, de todo o meu sofrimento.
Não conto pra quase ninguém mais porque tenho que me poupar de dores. Prefiro fazer a minha conclusão do que ouvir tantas opiniões que no fundo, no fundo, não fazem sentido algum. Não pra eu que amo.
Agora sou eu e meu diário. Se por acaso eu morrer, só uma fonte é totalmente segura. Então, um conselho: não saiam acreditando em qualquer coisa que ouvirem de mim.
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