terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dor


Descobri que já não sou mais nada sem o que eu quero.
Descobri que minha vida não está mais fazendo muito sentido.
Está tudo piorando, e a saudade é algo que eu nem superar não consigo.
Preciso aceitar o fato de que perdi ele, mas parece algo tão, tão, tão difícil de ser feito. Já fazem quase três meses, mas a dor não se cessa, é uma coisa que não vai e não quer cicatrizar.
O pior é ter que esconder essa saudade. É ter que me mostrar forte, não por mim, pela minha imagem. Mas sim pelas pessoas que estão a minha volta, em consideração à elas. Não quero desapontar nem atrapalhar a vida de mais ninguém.
Toda vez que eu penso em desabafar com alguém, eu vejo o quanto esse alguém está feliz e acabo deixando pra outro dia. Mas esse outro dia nunca vai chegar, porque eu nunca serei egoísta a tal ponto de atrapalhar a fase boa de alguém com a minha ruim.
Ninguém merece me consolar, ninguém tem a obrigação de me falar sempre a mesma coisa, sendo que serão só algumas palavras em vão. Porque mais nada diminui essa dor, anda. Pode ler um testamento falando coisas cada vez mais lindas pra mim, mas esse testamento com palavras lindas só irá funcionar no dia que for dito pro ele.
É dele que eu quero ouvir coisas bonitas de novo, é dele que eu quero ouvir ou ler um Eu Te Amo. É dele e de mais ninguém. Sempre foi dele. Sempre foi ele.
E é esse o problema.
Eu tenho que aprender a superar esse amor e encontrar outro. Eu tenho que conhecer pessoas novas, tenho que seguir novos caminhos, frequentar novos lugares, pra ver se começo uma nova vida.
Uma nova vida. Isso!
É de uma nova vida que eu preciso!

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