Sinto dizer que, ultimamente, eu mesma tenho tentado esquecer de minha existência. Criei uma nova pessoa para eu ser, sabia? É, acho que todos iriam gostar dela. Mas não a apresento para os mais queridos, porque tenho medo de gostarem mais dela que de mim, e acabarem me trocando. E os mais queridos, são a única coisa que ainda tenho.
Essa nova pessoa é mais extrovertida, mais alegre... Vive sorrindo e distribuindo ajuda por qualquer lugar que passe. Se sente tão bonita. Tem uma auto estima até que razoável. Mas ela não existe, na verdade. Ou existe mas se esconde. Não sei.
Sei que ela tem me ajudado um pouco. Só que ela cansou daqui. Foi pra um lugar que eu não sei bem onde é. E me deixou aqui sendo obrigada a tornar-me independente dela.
Até que está dando certo. Só não sei por mais quanto tempo aguento. E toda vez que eu acho que não vou mais aguentar, corro pra cá.
Aqui é tipo igreja pra mim. Faço errado o uso de ambos.
Só corro pra igreja conforme minha necessidade. Acredito que seja por isso que minha fé seja tão instável. Toda vez que estou passando por algum momento de forte tristeza ou decepção, corro pra lá. Porque sei que, como de todos os outros, lá também é minha casa, e sempre vai estar de portas abertas pra mim. E com esse blog faço a mesma coisa.
Sinto-me interesseira quando penso nesse tipo de atitude minha. As únicas coisas que me acolhem toda vez que eu preciso, são minha segundo opção. E isso é tão errado. Eu nunca aprendo, não é mesmo? Sempre correndo atrás de tudo que me faz mal. Hahaha, tão tola.
Dessa vez eu estou com uma verdadeira vontade de sumir. De ficar sozinha por um bom tempo. Sem ter que conversar nem me relacionar com ninguém.
Odeio ser sozinha. Queria tudo isso que uma menina normal tem. Ficar com menininhos em festas, fazer o menino que eu amo se apaixonar por mim, ter um namorado, ter minhas amigas pra me fazerem rir, me distraírem. Mas já que eu não tenho, não queria uma vida meio termo. Já que é pra ser sozinha, queria ser sozinha de verdade. De vez, sabe? Sem esse negócio de lembrarem de mim dia sim, dia não.
Sem essa história de ser a substituta de quem é minha primeira opção.
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